quinta-feira, 5 de julho de 2007

Tão Longe de Sítio Nenhum


Ursula K. Le Guin


Tão Longe de Sítio Nenhum é a história do encontro de dois adolescentes de hoje: do amor, das suas incertezas e do caminho que percorrem até alcançarem a maturidade...
Ursula K. Le Guin descreve-nos aqui, situando-o na adolescência, um outro universo, um universo musical, onírico e todavia extremanente real pois os seus habitantes não são apenas nossos contemporâneos, são também verdadeiros exemplares pelas suas dúvidas e interrogações. São, em suma, o espelho da realidade.
É tudo isso que faz desta novela um livro que encanta não apenas os mais velhos mas também os próprios adolescentes.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Pigmaleão



Bernard Shaw

Pigmaleão conta a história de uma florista, das classes mais baixas de Londres, que tem um sotaque brejeiro horrível, que se traduz em português para: «Cós diabos!»; «Ah-ah-ah-ãi-ãi-ãi-ããããã-ah-ah-êêêêna!»; «Incaminharam-se para o ótocarro»; «Mas atão»; «Inté podia morrer», etc.

Henry Higgins é o professor de fonética arrogante e irascível que ensina Eliza Doolittle a falar correctamente, transformando-a numa lady da alta sociedade. Com o passar do tempo, Higgins ganha afeição a Doolittle mas nem por isso deixa de a rebaixar com o seu feitio difícil.

Eliza recusa a sua dominação e acaba por casar com um homem parvo, Freddy.
Recriando muito livremente o mito de Pigmalião --lendário rei de Chipre que se apaixona por uma estátua de marfim por ele próprio esculpida e a que a deusa do Amor acaba por dar vida --, Bernard Shaw escreveu uma "peça em cinco actos".
No cinema apareceu como "opereta" e foi-lhe dado o nome de "My Fair Lady"...

...
Foi em Teatro, na televisão, que assisti à melhor representação desta obra. Já foi há uns anos e foi representado por uma companhia de teatro inglesa. Grande espectáculo esse que, ao relembrar-me da obra, me fez reler o livro.

terça-feira, 3 de julho de 2007

O Deserto dos Tártaros


Dino Buzzati


"Numa belíssima manhã de setembro Drogo, o capitão Giovanni Drogo, mais uma vez sobe a cavalo a íngreme estrada que conduz ao forte Bastiani. Teve um mês de licença, mas após vinte dias já está de volta; a cidade agora se lhe tornou completamente estranha, os velhos amigos tomaram seu caminho, ocupam posições importantes e o cumprimentam apressadamente como a um oficial qualquer" (pág.207).

...
Este livro tem uma história. Li-o pela "primeira vez", através de uma Biblioteca da Fundação Kaluste Gulbenkian, com 15 anos. De vez em vez vinha-me à lembrança e, passados quase 40 anos, pensei em relê-lo, comprá-lo. Impossível. A Gulbenkian nem sequer me respondeu à carta que lhes enderecei. Depois foi a pesquisa nas livrarias de Portugal e alfarrabistas conhecidos. Por fim, lembrei-me e pedi a uma amiga do Brasil que me comprasse, por lá, o livro porque, no Brasil e merecidamente, ele era objecto até de palestras. E assim foi.

Como um Rasto de Pássaro no Ar


Hector Bianciotti (Prémio Literário Príncipe do Mónaco)



Depois de O Que a Noite Conta ao Dia e O Passo Lento do Amor, Hector Bianciotti conclui aqui a sua trilogia “autoficcional”. É a hora do regresso ao país do seu primeiro nascimento, à planície argentina que, jovem e aventureiro, abandonou quarenta anos atrás, mas é também a hora de interrogar a vida, melancolicamente, à procura daqueles que se perderam. Como Hervé Guibert ou Jorge Luís Borges… O regresso e o reencontro com os fantasmas de passado dão o mote a esta obra belíssima, que, mais uma vez, vem confirmar por que razão o autor é hoje considerado um dos grandes nomes da literatura francesa.

Apresentação

Os livros são, para mim, uma paixão.
Nem me dei ao trabalho de pesquisar para me certificar da existência de outros Blogs que tratem do mesmo assunto, porque, embora os deva haver semelhantes, iguais não serão, de certeza absoluta, porque este será construido tendo por base os meus livros.
Impunha-se começar.
Qual o Livro a escolher para abrir o Blog.
Depois de pensar, decidi-me pelo último que comprei. Os seguintes... logo se vê!

Fiquem, por aqui, bem.