
Eugénio de Andrade
Sei de uma pedra onde me sentar
à sombra de setembro quase no fim.
Havia ainda as mãos, mas tão cegas
que nenhuma encontrará o sol.
É o que têm: desejo de tocar
o barro ainda quente do silêncio.
O encantamento da escrita e da leitura.



































"Caminho Ficção Científica"



24ª Edição -1921
(Prémio de Revelação de Ficção 1987 de A.P.E./I.P.L.L.)
