
Fernando Pessoa
Mar Portuguêz
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão resaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
(...)
O encantamento da escrita e da leitura.

























Anton Tchekhov
Sonhos
Os guardas rurais, um de barba negra, corpulento de de pernas tão extraordinariamente curtas que, vistas de trás, dir-se-ia que começavam muito mais abaixo do que no comum dos mortais; o outro, delgado e teso que nem um pau, com uma barbicha clara cor avermelhada, conduzem à capital da região um vagabundo que não se recorda da sua filiação.A maneira de andar do primeiro é desleixada, vai olhando para ambos os lados do caminho, e mastiga alternadamente uma palhinha ou a sua própria manga; bate de quadris, cantarola, e o seu aspecto é geralmente despreocupado e ligeiro. O outro, pese embora o seu rosto esquálido e estreitos ombros, tem um aspecto (...)



















