sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Os Anjos e o Sangue





Bernardo Santareno


(...)
Fernando
(Troça onde se há-de sentir uma certa raiva.) Parece? E tu, Rosinha?... Tu danças bem?... (Tenta sincronizar, em ritmo de mambo, o o som que os seus dedos tiram de duas caixas de conserva, com o ruído que fazem as gotas da chuva caindo em duas ou três latas, postas no pavimento, nos sítios onde o tecto da igreja mete mais água. Armando e Carlos agitam logo os corpos, à cadência da música. João quieto.)
Anda daí, Rosa Tatuada!... (Fernando e Carlos dançavam comicamente.)
(...)

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